A ascensão da migração de carreira para UX

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Este artigo sobre carreira para UX foi escrito pela autora Karen Santos em parceria com Revelo UP, o programa de financiamento de cursos em tecnologia da Revelo. Confira!

Experiência do Usuário (UX) envolve os sentimentos de uma pessoa em relação à utilização de um determinado produto, sistema ou serviço, segundo algumas definições de pesquisadores. 

O termo foi criado em 1990 por Donald Norman, ex-vice-presidente do grupo de tecnologia da Apple, que diz: “Tudo é relacionado à sua experiência com o produto. E talvez você nem precise estar perto do produto, você pode estar falando sobre ele para alguém”. 

Consideramos Experiência do Usuário um conjunto de fatores, ações e elementos relacionados à forma como as pessoas interagem com um serviço ou produto, e isso não precisa estar ligado somente a sites, aplicativos ou a tecnologia puramente dita.

A experiência do usuário está nas micro e macro ações, contatos e sentimentos das pessoas ao conhecer e vivenciar algo.

E se isso é pensar na experiência das pessoas, o profissional, a pessoa Designer de Experiência do Usuário, entende que quem usa um produto ou serviço não só realiza uma compra.

Junto da compra, assinatura ou contato com um produto, carrega uma experiência de vida vinculada ao produto em si e ao uso dele, o que torna a interação boa ou má do que é oferecido e pode determinar o sucesso ou fracasso do projeto implementado. 

O mercado User Experience

UX Design é uma área nova, moderna e está em extrema ascensão, além disso, estar ligada a tecnologia, torna o mercado de Experiência do Usuário ainda mais valorizado, trazendo o amplo e constante crescimento e também atualizações rápidas, gerando oportunidades de trabalho dentro e fora do Brasil e salários atrativos. 

Para ter se ter uma ideia, hoje em uma busca rápida no Linkedin existem em média 631 vagas abertas em todo o Brasil e de acordo Revelo a média de salário mensal inicial é de R$5,178.29.

Outro dado interessante vem de uma pesquisa do Niesen e Normal/g, que mostra a evolução da quantidade estimada de profissionais de Experiência do Usuário desde a década de 1950, passando por 2010 (cerca de 100 mil), 2020 (cerca de 1 milhão) e prevê que haverá 100 milhões de profissionais de User Experience em 2050.

UX

Sua atuação anterior é importante para área de UX

O mais legal da nossa área é que somos requisitados por empresas de vários segmentos, passando por setores de tecnologia e agências, consultorias e startups, para tratar da experiência dos usuários. 

A UXPA São Paulo levantou, com 247 UX designers, como foi o início na profissão: a maior parte começou como autodidata 40%, ou aprenderam conforme trabalhavam na área (37%). 

A partir desses dados, é importante ressaltar que lidar com a experiência das pessoas exige dos profissionais da área não só conhecimentos e habilidades técnicas, mas também comportamentais e humanas, que possibilitem agir em diversos pontos do subconsciente e consciente de quem usa seu produto ou serviço.

Por alguns anos da minha vida, atuei como operadora de telemarketing, inclusive conto um pouco mais nesse artigo “Como ter sido operadora de telemarketing me ajuda em testes com usuários”, onde pude aprender e desenvolver diversas habilidades que me auxiliam no dia a dia, como: escuta ativa, resiliência, planejamento, empatia, organização, entre muitas outras.

Ao lidar com os clientes diretamente, você precisa exercer diferentes habilidades comportamentais, principalmente quando falamos de pesquisa em Experiência do Usuário, que é o momento onde se entenderá com os usuários como tem sido a sua jornada utilizando o produto.

Levantar o que pode ser melhorado, o que tem sido crítico do ponto de vista de uso e do negócio, ouvir propositadamente essas pessoas e coletar o máximo de informação possível para melhorar aquela jornada faz parte da atuação de um UX Designer. 

Indico o texto da Patrícia Gonçalves, “10 vezes que minhas experiências profissionais e pessoais me ajudaram em UX Writing”, que migrou de Jornalismo para UX Writing

Ao contrário do que muitos pensam, Experiência do Usuário não é um mercado com um perfil específico de profissional.

Existem muitas áreas de atuação além do UX Design propriamente dito, como UI Design, UX Writing, UX Research, Product Design, entre outras onde a construção de sua carreira dependerá de qual delas se adequa melhor para você, e o Revelo UP oferece financiamento para cursos nessas áreas.

Clique aqui para saber mais!

Ser um profissional de Experiência do Usuário é ter um trabalho multidisciplinar, que exige habilidades em diferentes frentes. Portanto, não há porque sentir insegurança sobre sua formação, muito pelo contrário, aproveite-a para conquistar o seu espaço.

Migrar de carreira é uma decisão importante, desafiadora e libertadora 

Eu vim do Design gráfico, uma origem muito comum entre os profissionais de UX Design ou Product Designer atuais. No entanto, como destaquei, outros elementos são importantes para uma boa experiência, e o design visual apenas não é o suficiente. 

Para conseguir meu primeiro trabalho em User Experience precisei ser muito resiliente e persistir. Por mais que houvessem muitas oportunidades na área, foram oito processos seletivos com respostas negativas e um caminho de muito aprendizado e aprimoramento até a chegada do primeiro sim. 

Nesse processo de migração de carreira, vindo de diferentes áreas, é possível ter muitas dúvidas, assim como eu também tive, entre elas: “Será que a minha bagagem serve para trabalhar nessa área?”, “Preciso de faculdade?”, “Essa área é tão colaborativa, no dia a dia de trabalho também é assim?” e por aí vai… 

Além dessas dúvidas, é muito normal sentir ansiedade e uma grande autocobrança, mas esse é o momento de se acalmar e olhar para sua trajetória, e assim conseguir se planejar melhor para o seu próximo passo.

Esse processo não precisa ser tão doloroso, respire e pense: vai dar tudo certo. A partir daqui, deixo uma série de dicas para uma migração de uma forma saudável. 

Está proibido jogar sua bagagem fora, ok? Ok!

Entenda que sua vivência é importante e servirá para a sua atuação em Experiência do Usuário, seja você designer, jornalista, arquiteta, caixa de supermercado, operadora de telemarketing, entre outros.

Para pensar na experiência das pessoas, os aprendizados que você teve em sua carreira anterior, serão de grande ajuda. 

Busque ajuda e apoio 

Procure uma comunidade que você possa se encaixar, interaja com as pessoas que também querem migrar, ou já estão na área.

Se achar válido, peça para alguém te dar mentorias, e se você é uma mulher negra, parda, indígena ou mulher negra trans, venha para os nossos grupos na UX para Minas Pretas, será muito bem-vinda. 

Não tenha medo, mas se tiver, vá com medo mesmo!

Dá um frio na barriga, parece e muitas vezes é difícil mesmo deixar uma carreira e ir para outra, mas acredite, vale a pena, se é realmente o que você deseja, se jogue! 

Aproveite o poder de uma área colaborativa

Estude, consuma conteúdos, busque por conhecimento. Existem muitos conteúdos sobre User Experience e eventos gratuitos na internet, empresas e pessoas que desejam compartilhar conhecimento, aproveite isso! 

Planejamento financeiro

Pode ser que você precise dar alguns passos para trás, para dar dois para frente, se você já é um profissional sênior em alguma área, talvez ao migrar para User Experience, sua atuação possa ser iniciante ou intermediária.

Além disso, existe a escolha que chamamos de Downgrade de carreira, um “rebaixamento” ou um passo atrás em sua escalada profissional, não só em termos de cargo/função quanto à remuneração. 

Se você é um profissional que vem de uma área que hoje não tem sido tão bem remunerada, os salários iniciais de User Experience, em média de R $5.178.29, podem ser um super upgrade. Avalie as empresas do mercado, o Revelo UP pode te ajudar nessa. 

Quais as suas softs skills, ou seja, suas habilidades comportamentais? 

No mundo corporativo, debatemos sobre as qualidades que fazem um bom profissional, em destaque, colocamos em pauta a diferença entre hard skills e soft skills, como cada habilidade pode ser utilizada no ambiente de trabalho. 

Hard skills são todas as habilidades técnicas que desenvolvemos ao longo da vida. Na maioria das vezes, essa categoria de habilidade é adquirida através de uma educação formal e treinamento. 

Soft Skills são habilidades desenvolvidas que dizem respeito ao comportamento social e à forma com que alguém se expressa emocionalmente, como o site da Alura destaca.

Para atuar como User Experience Designer não difere, você precisa desenvolver tanto habilidades comportamentais, quanto técnicas, entre elas: 

  • Lidar com equipe e pessoas 
  • Capacidade de resolver problemas 
  • Lidar com situações difíceis 
  • Responsabilidade 
  • Gostar de aprender e se desenvolver 
  • Proatividade 
  • Construção de pensamento 
  • Negociação 
  • Curiosidade 
  • Organização 
  • Criatividade 
  • Trabalho em equipe 
  • Pensamento crítico 
  • Empatia 
  • Autonomia 
  • Escuta ativa 

Hard skills (habilidades técnicas) 

  • Pesquisa 
  • Metodologias – design thinking, sprint, scrum 
  • Wireframing
  • Prototipagem 

Habilidades que são diferenciais e podem ajudar muito 

Habilidades de negócios e marketing

Um produto de sucesso não pode apenas atrair muito mais usuários e, às vezes, também é necessário considerar os elementos de marketing para aumentar as vendas. Portanto, os designers de Experiência do Usuário também devem conhecer a estratégia de marketing e considerar os fatores de negócios ao projetar o rascunho. 

Arquitetura de informação 

A arquitetura da informação envolve a organização da informação de uma maneira compreensível. Aplicável a sites, aplicativos, software, materiais impressos e até mesmo espaços físicos, a arquitetura da informação pode incluir sistemas como rotulagem, navegação e funções de pesquisa. 

Entenda minimamente de tecnologia

Para garantir que todas as ideias de design sejam executivas e viáveis, alguns especialistas em User Experience também têm um bom conhecimento de programação. Assim, eles podem saber claramente o que pode ser feito e o que não pode ser feito quando seus rascunhos forem movidos para o estágio de desenvolvimento. 

Lembre-se: você não precisa ser 100% em tudo. Técnicas e ferramentas, dá para aprender no dia a dia, colocando a mão na massa. 

Por fim, deixo aqui o meu incentivo para você que deseja migrar de carreira, estude, planeje, se prepare, arrisque e entenda que para todos os momentos, todas as suas experiências serão úteis em sua atuação profissional, use a sua bagagem a seu favor e se joga!

Quer ingressar na área de Experiência do Usuário?

Com o Revelo UP, você faz cursos nas áreas mais concorridas do mercado de tecnologia e poderá pagar somente após a conclusão.

No programa, são oferecidos cursos nas áreas de tecnologia, design, marketing, vendas, finanças, negócios, em mais de 30 escolas parceiras.

E, o melhor! Se aprovado no programa, poderá pagar o financiamento somente após a conclusão do curso, em até 24x no boleto.

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