O que é controle de versão de software e como usar no seu projeto

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Você sabe o que é controle de versão de software e por que ele é tão importante para projetos de desenvolvimento?

Se você é um desenvolvedor iniciante, esse assunto ainda pode estar nebuloso. Afinal, os termos são muitos, e é preciso lidar com códigos e ferramentas que exigem conhecimento técnico.

Por isso, neste artigo, vamos explicar como funciona o versionamento, por que ele deve ser feito e quais ferramentas podem ser utilizadas.

Como funciona o controle de versão de software

Ao longo do processo de desenvolvimento de um software, várias alterações são feitas no projeto, seja para implementar melhorias e funcionalidades, seja para corrigir bugs e melhorar a experiência do usuário.

O controle de versão consiste basicamente em um sistema que permite registrar alterações feitas no desenvolvimento de um software.

É a partir dele que toda a equipe envolvida no projeto tem acesso ao histórico das versões anteriores do software, podendo recuperar uma versão específica ou compreender quais mudanças foram feitas por outros colaboradores.

Em outras palavras, é uma forma de ter um controle rigoroso sobre lançamentos de novidades do software e melhorias implementadas.

O funcionamento do controle de versão ocorre da seguinte forma: os arquivos do projeto são mantidos em um repositório, salvando as diferentes versões do software.

Vamos supor, por exemplo, que uma equipe esteja desenvolvendo um aplicativo para smartphones. Nesse caso, cada membro pode acessar o servidor, obter a versão mais recente do projeto e trabalhar nela.

Quando sua etapa de trabalho é concluída, ele armazena um novo arquivo no repositório, para que os outros profissionais tenham acesso às alterações e possam dar continuidade ao desenvolvimento do software, tendo em mãos todas as informações das quais necessitam.

O controle de versão pode ocorrer em dois modelos: centralizado ou distribuído. De uma forma breve, os sistemas funcionam assim:

  • Centralizado (SCVc): existe um único repositório central que é utilizado pela equipe para a comunicação. No entanto, cada desenvolvedor trabalha com uma cópia do arquivo para não sobrepor os códigos do software.
  • Distribuído (SCVd): nesse modelo, cada desenvolver tem seu próprio repositório junto à área de trabalho. É possível fazer a comunicação entre os repositórios, enviando revisões do software para outra pessoa.

Importância do controle de versão

O controle de versão é importante porque permite realizar um trabalho em equipe.

É que, com ele, todas as pessoas têm acesso aos arquivos, podendo observar as mudanças feitas por outros colaboradores.

Quando falamos em desenvolvimento de software, estamos falando de um trabalho em equipe, em que cada membro é responsável por uma área específica.

Assim, no decorrer das atividades, o projeto sofre muitas alterações. Se essas mudanças não ficarem visíveis para todos os colaboradores, o trabalho em equipe é prejudicado.

Cada profissional precisa saber o que aconteceu com um arquivo antes ou depois de trabalhar com ele. Isso ajuda o time a ter uma ampla visão do histórico de desenvolvimento do software.

Outro benefício é que o controle de versão permite que várias pessoas trabalhem em um mesmo arquivo ao mesmo tempo, mas sem um alterar o código elaborado pelo outro profissional.

Além disso, ele serve para que o desenvolvedor saiba quando foram lançadas as funcionalidades do software.

Se a versão mais recente do software apresentar erros, o profissional pode simplesmente restaurar a versão anterior para que a experiência do usuário não seja prejudicada.

Mas o controle de versão não é necessário somente para alterar as funcionalidades do software.

Ele também auxilia o desenvolvedor quando é preciso fazer ajustes estéticos, como alterações de cores, imagens e layout, por exemplo.

Ferramentas para o versionamento de software

Há várias ferramentas que permitem o controle de versão.

A principal vantagem é que, com elas, todos os desenvolvedores envolvidos em um único projeto podem fazer alterações no software e ficar informados sobre as atualizações que são feitas pela equipe.

São essas ferramentas que armazenam todo o histórico do sistema.

De forma geral, as ferramentas apresentam diferentes funcionalidades, como o registro da evolução do software, a possibilidade de regredir a uma versão mais antiga e de analisar as alterações feitas desde a primeira versão desenvolvida.

Elencamos três ferramentas bastante utilizadas no mercado e que permitem o versionamento de software nos sistemas centralizado e distribuído. Veja abaixo!

Subversion

Essa ferramenta é uma das mais simples para o controle de versão e funciona no modelo centralizado.

É ideal para equipes que utilizam a mesma rede para todos os desenvolvedores. Além disso, pode ser utilizada tanto para projetos de desenvolvedores individuais quanto para operações de grandes empresas.

Para trabalhar com a ferramenta, o desenvolver precisa conhecer conceitos básicos de controle de versão de software, como diretório de trabalho, revisão e tags, por exemplo.

Git

O Git é uma ferramenta que utiliza o controle de versão distribuído.

Por isso, funciona bem para projetos com muitos desenvolvedores, principalmente se eles não utilizarem a mesma rede.

A vantagem é que o Git oferece um controle rápido e permite a implementação de vários fluxos de trabalho.

Apesar disso, pode não ser tão eficiente para desenvolvedores iniciantes, já que, para utilizar a ferramenta, é preciso ter conhecimento a respeito dela para trabalhar de forma segura com os arquivos.

Mercurial

Essa é outra ferramenta que opera no modelo distribuído, mas sua utilização requer que o desenvolvedor tenha conhecimento básico tanto de controle de versão distribuído quanto centralizado.

A vantagem é que o Mercurial possibilita um aprendizado fácil aos desenvolvedores.

Além disso, ele conta com medidas de segurança que eliminam os riscos de arruinar uma versão de software, mesmo quando o desenvolvedor estiver manipulando o histórico.

Para decidir qual ferramenta você deve utilizar, o ideal é conversar com outros desenvolvedores com mais experiência e pedir recomendações.

Faça também uma análise do seu conhecimento sobre controle de versão, pois as ferramentas apresentam níveis de complexidade diferentes.

De um modo geral, para quem está começando, o recomendado é optar por ferramentas com funcionamento mais simplificado.

Depois, à medida que você for ampliando seu conhecimento sobre controle de versão, pode migrar para outro sistema, caso julgue necessário.

E aí, gostou dessas dicas?

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