#ComoÉQueTaAí: Descomplica?

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Em mais um capítulo da nossa jornada desvendando o dia-a-dia das empresas, batemos um papo com Maria Júlia Amorim, RH do Descomplica.

A Maju é Business Partner Jr. de tecnologia, produto e design. Além de trabalhar na seleção e recrutamento de novos colaboradores, ela também é responsável pela elaboração do programa de diversidade e inclusão da empresa.

O Descomplica é uma plataforma online de educação que atende a alunos de todo o Brasil. Começaram em 2011, como um curso pré-vestibular, e a partir daí foram expandindo seu escopo. Hoje acompanham os estudantes em cada fase da sua vida acadêmica, passando pela escola, universidade, pós-graduação e até concursos.

Como uma empresa da área de educação está se adaptando a um cenário onde o ensino a distância se tornou a norma? Conta pra gente Maju, #ComoÉQueTáAí?

Pra mim ?

No começo, achava que pelo menos até as três primeiras semanas seria tudo tranquilo, mas comecei a sentir o impacto da mudança bem antes disso. Ganhei duas horas a mais no dia, que era o que demorava para ir e voltar do escritório. Ainda não sei o que fazer com esse tempo, o que me incomoda. 

Ando evitando as notícias sobre covid-19 para não ficar ansiosa e estou buscando maneiras para me manter ativa. Um dia desses, resolvi subir 18 andares de escada, mas fiquei com a panturrilha toda dolorida no dia seguinte, então eu ainda estou experimentando para encontrar outras opções de exercício. 

Moro sozinha e não tenho pets, mas minha mãe e meu tio moram perto. A maior parte das minhas interações tem sido online, principalmente com o Adryan, o meu parceiro de RH, com quem me comunico praticamente o dia inteiro através do hangouts.

E na empresa?

Infelizmente, tivemos alguns desligamentos na equipe, que já estavam previstos antes do Corona, mas as circunstâncias dificultam esse processo para ambos os lados.

Estamos tomando várias medidas para nos adaptar, sempre focando na comunicação.

Por exemplo, as conversas com os fundadores, que aconteciam a cada dois meses, agora são semanais.

Nós também criamos um novo grupo no Slack, chamado “É de Casa”, onde buscamos manter aquelas interações cotidianas que deixavam a rotina do escritório mais leve. Nós do RH fazemos de 2 a 3 posts semanais compartilhando boas notícias, postando fotos, indicando filmes, séries e livros, e fazendo planos para quando a vida voltar ao normal. 

Abrimos o Hangouts duas vezes por dia, onde sempre tem alguém para conversar. É como a pausa do lanche que rolava todo dia no escritório.  

Curioso que o projeto foi criado pensando nos colaboradores, mas está sendo ótimo pra gente também. Eu me sinto mais próxima das pessoas. Quando voltarmos para o escritório, as nossas relações vão estar mais fortes!

E no RH?

Somos uma equipe de seis pessoas. Nossas reuniões semanais agora são diárias e estão sendo uma boa oportunidade para conversar, desabafar e discutir tudo isso que está acontecendo.

Também tivemos que adaptar nossos processos e reavaliar algumas de nossa prioridades.

Como está o recrutamento ?

Congelamos todas as vagas assim que começamos o Home Office, mas ainda realizamos entrevistas, buscando parceiros para dar continuidade aos nossos novos projetos.

O maior desafio não está na seleção em si, mas sim na questão da admissão. Todo o processo de preenchimento de documentos ficou muito mais complexo com as mudanças causadas pelo distanciamento.

Por isso, nós adaptamos o nosso onboarding para ser 100% remoto. Durante dois dias, promovemos interações com algumas áreas da empresa, orientamos sobre as ferramentas de trabalho online e compartilhamos vídeos de boas vindas, que já eram uma prática comum por aqui.

O que está melhor ?

Estamos nos comunicando bastante e isso é bem legal! Está tudo mais transparente.

Todos entendem que esse um momento difícil, então estamos nos ajudando mais, valorizando o tempo e trabalho dos nossos colegas e apreciando cada atitude positiva. Como já tinha dito, acredito que sairemos dessa situação mais unidos.

Quais são os desafios ?

Nos primeiros três ou quatro dias tivemos alguns problemas de adaptação, principalmente na questão dos horários. Tomamos medidas para tornar o nosso diálogo mais claro e evitar esse tipo de confusão. 

Além disso, estamos trabalhando para facilitar as nossas interações entre professores e alunos, investindo ainda mais em tecnologia, experiência e comunicação.

Naturalmente, alguns projetos precisam ser adiados, mas queremos manter o ânimo da equipe com iniciativas como o “É de Casa” e incentivar interações orgânicas como um happy hour.

Não se esqueça de compartilhar com seus colegas de trabalho a história da Maju, e fique ligado no nosso blog com mais histórias da sessão #ComoÉQueTaAí?!

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